O Mocó é uma Infraestrutura de Computação de Alto Desempenho (HPC) voltada ao ambiente multiusuário, projetada para atender demandas computacionais avançadas que superam a capacidade dos computadores convencionais. Estruturada no Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina/MG, ela visa democratizar o acesso à tecnologia de ponta para a comunidade acadêmica e de inovação nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Seu uso é estritamente voltado para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, ensino, extensão, desenvolvimento tecnológico e inovação, atendendo a projetos validados de universidades, escolas, organizações sem fins lucrativos, demais instituições de ensino, pesquisa, entre outras, a critério do Comitê Gestor do Mocó.
A arquitetura do Mocó foi configurada para entregar alta densidade de processamento paralelo e estabilidade para cálculos complexos:
| Componente | Modelo Técnico | Perfil de Operação |
|---|---|---|
| Processadores (CPU) | Intel(R) Xeon(R) Gold 6418H | Processamento central robusto, ideal para gerenciamento de grandes fluxos e cargas gerais de alta densidade. |
| Intel(R) Xeon(R) E5-2620 | Atuam no suporte operacional, gerência de rede, armazenamento de dados e serviços auxiliares da infraestrutura. | |
| Placas Gráficas (GPU) | NVIDIA H100 NVL | Estado da arte em aceleração gráfica, projetada especificamente para Inteligência Artificial, deep learning e paralelismo científico massivo. |
| NVIDIA GeForce RTX 5090 | Atua na aceleração de algoritmos paralelos, simulações numéricas complexas e processamento científico distribuído utilizando a arquitetura de processamento paralelo de última geração. |
A implementação e consolidação da Infraestrutura de Computação de Alto Desempenho Mocó foram viabilizadas por meio do apoio financeiro e estratégico crucial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O fomento público foi o pilar fundamental para a aquisição dos ativos tecnológicos de ponta.
Expressamos nosso profundo reconhecimento ao Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da UFVJM por disponibilizar o espaço físico e a infraestrutura crítica de seu Data Center, garantindo o ambiente climatizado, a segurança patrimonial e o fornecimento elétrico estável indispensáveis para a operação contínua desta infraestrutura.
Por fim, estendemos nossos sinceros agradecimentos a todos os servidores e técnicos envolvidos diretamente na concepção do projeto, nos trâmites de gestão de ativos, patrimônio, logística e administração contínua da máquina. O empenho e a dedicação diária deste corpo técnico são os verdadeiros responsáveis por transformar a capacidade bruta deste hardware em um ambiente multiusuário acessível e funcional para toda a comunidade acadêmica.
Em caráter especial, expressa-se um profundo reconhecimento a Libardo Andres Gonzalez Torres, Marcelo Bráulio Pedras e Arlindo Follador Neto, equipe que integra o Comitê Gestor da infraestrutura. O envolvimento direto, a competência técnica e o empenho na resolução dos desafios que surgiram ao longo do processo foram fundamentais para que a implementação do Mocóse tornasse realidade.
Se a infraestrutura computacional do Mocó foi utilizada no desenvolvimento de suas simulações, processamentos, artigos, dissertações ou teses, por favor, inclua a devida referência bibliográfica em seu trabalho acadêmico utilizando um dos formatos abaixo:
Este regulamento define os critérios de acesso, concessão e as diretrizes legais que protegem o Comitê Gestor e garantem a integridade operacional do Mocó.
Confira os grupos de pesquisa, laboratórios, instituições e projetos que utilizam ou utilizaram a capacidade de alto desempenho do Mocó para impulsionar a ciência e a inovação:
A escolha do nome Mocó para a nossa infraestrutura de computação de alto desempenho é uma homenagem direta ao Kerodon rupestris (popularmente conhecido como Mocó), um pequeno roedor nativo e símbolo da fauna que habita os campos rupestres de Diamantina e as paisagens singulares dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Resiliência na Escassez: Assim como o animal evoluiu para viver e prosperar em fendas de rochas sob condições climáticas rigorosas e recursos escassos, esta infraestrutura computacional surge em uma região historicamente desafiada por limitações financeiras e pela falta de investimentos em tecnologia de grande porte. O Mocó prova que a ciência avançada e o progresso territorial nascem da capacidade de adaptação e inteligência.
Agilidade Vetorial: O Mocó é reconhecido por seus movimentos rápidos, reflexos agudos e precisão ao saltar entre os paredões de quartzito. Essa dinâmica reflete com exatidão a malha de processamento de nosso hardware, desenhado para realizar verdadeiros saltos no tempo de processamento de simulações e modelos analíticos.
Com essa identidade visual sutil, técnica e discreta, o Comitê Gestor reforça o compromisso em colocar o interior de Minas Gerais no mapa da inovação tecnológica, transformando limitações em soberania científica.